Nos bastidores da ciência (vinte anos depois)

Já se encontra à venda o novo livro do Doutor Sebastião Formosinho intitulado “Nos bastidores da ciência: 20 anos depois”, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra. Não me vou alongar mas fica aqui a transcrição da sinopse.

Sinopse

” Se bem que não seja a imagem que emerge da comunicação social, a área científica mais forte no nosso país é a Química — a ciência da vida real, que também é uma «ciência verde», intimamente ligada à transformação radical do estilo de vida que levou a um considerável aumento de esperança de vida da humanidade. A Química não só é o domínio com maior produtividade e maior impacto científico de Portugal, como nele dispomos de seis universidades no top 1% mundial em citações científicas. Independentemente do mérito pessoal de Sebastião Formosinho e seus colaboradores, não admira que seja neste mesmo domínio que estes cientistas, ao terem desenvolvido contra o consenso científico vigente um novo modelo teórico (ISM) para estimar a velocidade das transformações moleculares, possam ter sobrevivido por vinte anos ao confronto científico com um dos paradigmas vigentes que mereceu o Prémio Nobel da Química em 1992, na pessoa do Prof. Rudolph Marcus. E conseguiram “vencer” a Natureza ao verem uma das suas mais arrojadas previsões, feita em 1991, ter sido confirmada e publicada em 2006. Encerraram neste ponto um ciclo no combate científico que travam, apesar de ainda não terem convencido amplamente a comunidade da validade e eficácia das suas ideias. Já surgem, porém, sinais de viragem em algumas “autoridades científicas” da comunidade dos químicos. A razão tem a sua força, mas não basta! Mediante um percurso de facetas autobiográficas, de análise epistemológica e sociológica, de controvérsias científicas de bastidores, do bosquejo das dificuldades de produzir ciência e fazê-la valer nos custos-de-contexto português, o leitor irá percorrer uma história de fortes contrastes e de perspectivas surpreendentes, imprescindível para quem quiser penetrar em «o que é isto de ser um cientista?». No último capítulo o autor presenteia-nos com o seu modo de “ver”, com algum auto-distanciamento, mas com grande humanização, um internamento hospitalar, porque a longevidade vem à mente quando se pensa em qualquer caminho de ribalta.”

source:http://www.imp.uc.pt/livraria/livros/detalhe.php?id=145〈=PT

Universidades transformadas em Fundações?

Vi esta notícia na versão on-line da rádio TSF e, se bem que a notícia não é sobre ciência, acho que é suficientemente importante para ser referida e discutida aqui dado o peso que as intituições universitárias têm presentemente na investigação científica e no emprego científico em Portugal.

O assunto é o seguinte: “O Conselho de Ministros extraordinário de sábado aprovou um projecto-lei que contempla a possibilidade das universidades e dos politécnicos públicos poderem transformar-se em fundações que obedecem às regras do direito privado.

Outra notícia relacionada: http://www.tsf.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF180147

Para já fica só aqui a notícia. O comentário fica para breve.

ABIC apresenta proposta de alteração ao estatuto de bolseiro

A Associação de Bolseiros de Investigação Científica está a promover um abaixo-assinado de apoio à proposta para a alteração do estatuto dos bolseiros de investigação. A proposta pode ser consultada aqui (PDF). No caso do leitor concordar com este documento poderá assinar a petição seguindo este link.

Plano Tecnológico

Todos nós já ouvimos falar do “Plano Tecnológico” do actual Governo. Mas não há  nada como dar uma vista de olhos por nós próprios ao que está proposto no papel. Assim, deixo aqui um link para quem tiver interesse (e tempo+coragem+paciência) em folhear as 211 páginas deste documento.

Clique aqui para o download do documento.

Logo agora…

Logo agora que se dizia que se iria começar a investir na ciência em Portugal, e que o desenvolvimento do país está dependente da ciência e da tecnologia que por cá se faz… há países que começam a chegar à conclusão que o investimento que estão a fazer na ciência não lhes traz os dividendos esperados. Ver os posts

Entretanto em França

À atenção de Leonor Beleza e da Fundação Champallimaud

no blog Conta Natura . É interessante fazer uma análise de comparação com cuidado entre as situações da França, India e Portugal. O meu comentário fica para mais tarde.

Rankings em Ciência nas Universidades Portuguesas

O Departamento de Química da Universidade de Coimbra disponibilizou na sua página dois textos do Prof. Doutor Sebastião Formosinho sobre a situação actual da investigação científica actual em Portugal. Vale a pena ler.

Rankings em Ciência nas Universidades Portuguesas
Texto retirado do livro do Prof. Sebastião Formosinho “Os Bastidores da Ciência 20 anos depois” (no prelo)
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O desempenho científico da química portuguesa
Documento (até há pouco tempo disponível no site da SPQ) onde o autor realça o papel actual da Química como ciência de maior relevo em Portugal por possuir 5 universidades (IST/UTL, Coimbra, Nova de Lisboa, Aveiro e Porto, ocupando a primeira posição em Coimbra, Nova de Lisboa e Aveiro e a segunda nas duas restantes) no top 1% (mundial). Este <i>top</i> 1% singinfica, exemplificando com a Química, que das pouco mais de 76000 instituições a nível mundial, a base do ESI regista as 762 instituições académicas com melhores desempenho em termos do número de citações: o topo 1%.
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